A simbiose com bacterias das espécies Bradyrhizobium japonicum e B. Elkanii torna a cultura da soja, no Brasil, independente da aplicação de fertilizantes nitrogenados. Para a produção de 1 tonelada de grãos de soja, com 6,5% de N, são necesarios, pelo menos, 80 kg de N e, considerando a produtividade média de 2367 kg/ha da safra 98/99, tem-se que cerca de 190 kg de N são necesarios por ha. Estimativas de alguns experimentos indicam que a FBN contribui com cerca de 85% do N total acumulado nos tecidos, pois sempre há no solo, que é absorbido pela planta, caso contrário será perdido pela lixiviação. Nesse contexto, a FBN contribuiria com 162 kg de N/ha, correspondentes a 0,36 ton de uréia/ha, pois esse fertilizante contém 45% de N. Com o preço da uréia a U$ 161,00/tonelada, seriam gastos, por tanto, 753,2 milhõnes de dólares para utilização de uréia nos 12.995.000 ha cultivados com soja. Contudo, como a eficiencia de utilização dos fertilizantes nitrogenados é, em média, de apenas 50%, pois há perdas, principalmente pela lixiviação, a economica real é, portando, de cerca de 1,5 bilhões de dólares. Assim, fica claro que a viabilidade económica da cultura da soja, no Brasil, debe-se a ação dessas bacterias, que trabalham de graça para o agricultor mas, para isso, o processo biológico precisa ser maximizado (Hungria & Campo, 2000).
Os resultados de pesquisa obtidos no Brasil não deixam dúvidas sobre os beneficios proporcionados pela inoculação da soja com inoculantes de qualidade e, mesmo em áreas com populações establecidas por inoculações anteriores, a reinoculação garante um incremento médio, no rendimento, de 4,5% (Hungria et al., 1997ª), não havendo qualquer resposta à aplicção de fertilizantes nitrogenados (Hungria et al., 1997ª,b).
Em diversos países que practicam a inoculação foi confirmado que os fracassos da inoculação se devem, freqüentemente, à baixa qualidade dos inoculante (FAO, 1991; Graham & Vance, 2000; Lupwayi et al., 2000).